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 18 de abril de 2026

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“Não vai haver nenhuma ruptura, nenhuma obra vai ser paralisada, nenhum programa vai ser paralisado”, diz Fernando Marroni

Prefeito eleito conversou com o NDC com exclusividade nesta segunda-feira (28)

Por Álvaro Guimarães

No primeiro dia como prefeito eleito de Pelotas, Fernando Marroni (PT) passou a maior parte do tempo em casa, saindo apenas para cumprir compromissos com a imprensa. A agenda do dia, aliás, foi dividida entre entrevistas, reuniões com a coordenação de campanha, agora convertida em coordenação de transição de governo e, em algum intervalo, tentar descansar das semanas intensas da campanha. 


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P U B L I C I D A D E




Durante a tarde o novo prefeito de Pelotas atendeu com exclusividade ao NDC para falar sobre os passos da transição de governo, organização da base política e, claro, as primeiras ações que devem ser desencadeadas pela nova administração.  

Confira os principais trechos da entrevista: 

NDC – O segundo turno repetiu em Pelotas a polarização da disputa política nacional colocando frente a frente o projeto de governo do PT contra o projeto bolsonarista. A partir disso a Nova Frente Popular pretende construir marcas para demarcar seu território ideológico na cidade?

Fernando Marroni – Não. Nossa pretensão não é fazer demarcação. Nossa pretensão é unir a cidade para que a gente possa vencer os desafios. Estar alinhado com o Governo do Estado e o Governo Federal. É isso que vai resolver os problemas reais das vidas das pessoas. Essa é a nossa intenção. Buscar uma unidade e conversar com todos, ampliar o diálogo, porque os problemas são muitos. E muitos desafiadores, então não vai ser um governo ideológico. Não se pensa nisso. É um governo prático, um governo democrático. Que vai estar escutando todo o setor democrático e popular da nossa cidade. É isso que nós queremos fazer. 

NDC – É possível traçar um paralelo entre a Pelotas que o senhor encontrou em 2000 e a Pelotas que vai assumir agora, em termos de desafios e problemas que devem ser solucionados a curto e médio prazo? 

F.M – Os desafios da cidade são permanentes. Temos o desafio da educação, da saúde, da zeladoria. E temos esse novo desafio que é a proteção da cidade contra os eventos climáticos. Que serão cada vez mais intensos e mais constantes. Então, essa é uma urgência que a cidade tem. De edificar um novo sistema de proteção para que as pessoas não sofram e não percam o seu patrimônio. 

NDC – O senhor vai começar um governo sem maioria na Câmara. Como pretende trabalhar na política para ampliar essa base no Legislativo, que é essencial para governar e aprovar projetos importantes para a cidade?

F.M – Nós temos um novo governo eleito, um novo Executivo e uma nova Câmara. E a partir de agora, reconstruir essas relações, dialogar com todos e tentar compor uma maioria com a qual se possa trabalhar  em cima dos projetos, das propostas, que não dizem respeito ao prefeito, mas à nossa cidade. É assim que eu quero trabalhar com os vereadores. E esse trabalho de conversa, de aproximação, começa imediatamente. Começa a transição e o diálogo político com todos para que a gente possa ter uma base na Câmara, que acompanhe os projetos que dizem respeito ao povo de Pelotas.

NDC – Já há um prazo para o início da transição de governo? Como isso está planejado? 

F.M – A prefeita Paula foi uma das primeiras a me ligar e se colocou à disposição para imediatamente começar essa transição. Então, agora nós vamos montar um cronograma aqui com a coordenação da campanha, que agora já é uma coordenação da transição para que a gente possa imediatamente começar. Não vai haver nenhuma ruptura, nenhuma obra vai ser paralisada, nenhum programa vai ser paralisado. O que nós queremos é fazer mais e com mais velocidade.

NDC – Um dos pontos mais debatidos na campanha, sobretudo no primeiro turno foio número de CCs e do tamanho da atual máquina da administração. O senhor já tem um esboço ou uma ideia de uma reforma administrativa? 

F.M – Nós temos consciência que está muito inchada a máquina administrativa e agora nós vamos fazer o desenho de acordo com as políticas públicas que nós teremos que implementar. Precisamos fazer a junção de algumas secretarias que têm sobreposição de funções e a Secretaria da Mulher, que é uma secretaria nova que vamos criar para fazer fluir a política das mulheres. Mas não temos um desenho ainda do total da gestão. 

Vice-prefeita eleita poderá ocupar a secretaria que quiser

NDC – E qual será o papel da vice-prefeita Dani Brizolara? Ele deve ocupar alguma secretaria?

F.M – A vice-prefeita vai ter todo o nosso apoio para os seus desejos. Se ela quiser ser secretária de alguma pasta em especial, terá todo o nosso apoio. 

NDC – Ao longo da campanha o senhor defendeu o diálogo tanto com o Governo Federal, como como o Governo estadual. E um dos pontos mais importantes para serem tratados com o governador Eduardo Leite (PSDB) é a questão do Hospital de Pronto Socorro e da pactuação em torno do funcionamento da instituição. Isso começa a ser feito agora ou ficará para 2025? 

F.M. – Não, já vai começar imediatamente. Nós queremos assim que terminar a parte de obras do prédio, buscar os equipamentos e tratar da contratação de pessoal para que a gente possa imediatamente tocar o projeto. A prefeita tem me dito que esses estudos sobre a pactuação estão bastante avançados, mas eu não os conheço ainda. Claro que não podemos sobrecarregar o município. Ele vai ser uma referência para um milhão de habitantes da região, por isso o consórcio da saúde precisa desta contribuição de todos que terão referência no novo pronto-socorro. E claro, tem a participação do Governo Federal, do Governo do Estado e da nossa Prefeitura. 

NDC – A falta de vagas na rede municipal para educação infantil é, talvez, um dos problemas mais urgentes a serem resolvidos. O que se pensa em fazer com relação a isso?

F.M – Vamos fazer um diagnóstico para ver quantas vagas nós podemos ainda ocupar na nossa própria rede e imediatamente buscar na compra de vagas na iniciativa privada. 

NDC – Por fim, em seu discurso da vitória, o senhor disse que sua utopia é ver Pelotas “uma sociedade socialmente justa, ambientalmente sustentável e economicamente possível”. Quais são os caminhos que se precisa seguir para conseguir chegar perto dessa realidade? 

F.M. – Eu imagino que, para a gente construir a cidade do futuro, nós temos que dar vazão à inteligência que a nossa cidade tem nos mais variados setores, tanto na academia, como no setor produtivo, como no setor social. A cidade tem muito acúmulo de conhecimento e nós precisamos transformar isso em inovação de políticas públicas para vencer os desafios. 

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