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 18 de abril de 2026

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Caso Sandrine é enquadrado como cárcere privado e lesão corporal grave pelo MP

A audiência de instrução realizada nesta segunda-feira sobre o Caso Sandrine, no Juizado Especial de Violência Doméstica, não foi encerrada por conta do pedido de arrolamento de nova testemunha por parte da defesa de Anderson Lopes.


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P U B L I C I D A D E




O promotor Décio Luis Silveira da Mota, da Justiça Especializada de Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, apresentou provas contra o réu, com acusações que enquadram o caso como cárcere privado e lesão corporal grave.

A advogada Lautiane Gomes Menegoni, como asssistente de acusação nomeada por Sandrine Leite, considera que diante das provas juntadas nos autos fica comprovada a violência e são suficientes para comprovar que mais uma vítima de violência doméstica em Pelotas teve a vida destruída. “Sandrine passou 30 dias sem poder caminhar, depois mais 30 dias se recuperando da queda do segundo andar do edifício onde morava”, explica, ao relembrar que a sua cliente usou a janela pra fugir das constantes atos violentos físicos sofridos.

Além de ser machucada no rosto com sucessivos socos, Sandrine teve ferimentos graves na região pélvica: após ver a namorada fugir pela janela e cair no chão da altura do segundo andar, Anderson Lopes seguiu a perseguição e se atirou em cima do corpo de Sandrine. “No primeiro depoimento prestado à Delegacia da Mulher, ainda no hospital, os ferimentos no rosto é que mais chamavam a atenção. Por isso o caso foi enquadrado como lesão leve, mas, com a juntada de novos laudos da perícia, ficou evidente que era preciso uma revisão no enquadramento do caso, atentando para a gravidade das lesões no quadril”, explica Lautiane Menegoni.

Sandrine Leite esteve sob o jugo do marceneiro e fisiculturista por mais de 12 horas, pois a violência que culminou com a tentativa de fuga pela janela às 4h da madrugada do dia 25 de julho só foi encerrada quando Anderson Lopes chamou a Samu às 11h da manhã, depois de ter levado a vítima desacordada para a Colonia Z-3 e a manteve em cárcere privado. Sandrine Lopes perdeu o emprego de dez anos após o caso.

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